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As áreas e empresas que mais contratam para o primeiro embarque offshore

Perfuração, produção, prestação de serviço e construção submarina. Veja em qual área cabe o seu perfil, quais empresas abrem vaga para quem nunca embarcou e o que fazer para chegar pronto.

Matheus Rangel
Matheus Rangel14 anos offshore · 24 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Quem nunca embarcou costuma achar que o mercado offshore é fechado para iniciantes. Não é bem assim. Existem áreas e empresas que todo ano abrem a porta para quem está começando, e a diferença entre quem consegue e quem fica de fora quase sempre está em mirar no lugar certo.

Eu fiz uma live inteira sobre isso e este artigo organiza tudo o que conversamos: quais áreas mais contratam para o primeiro embarque, quais empresas acompanhar e o que fazer agora para chegar pronto, tenha você ensino médio, técnico ou superior.

Como funciona a contratação de quem nunca embarcou

O offshore se divide em quatro grandes frentes: perfuração, produção, prestação de serviço e construção submarina. Cada uma tem as suas funções de entrada, que o mercado chama de entry level.

Ninguém vai te pedir experiência num navio-sonda para uma vaga de homem de área. O que a empresa quer ver é formação, os cursos obrigatórios em dia e um currículo alinhado com a função. O resto você aprende a bordo.

O segredo é escolher a frente que conversa com a sua formação e concentrar energia nela, em vez de mandar currículo para tudo.

1. Empresas de perfuração

São as donas das sondas e dos navios-sonda, as unidades que perfuram os poços. Para quem nunca embarcou, a porta de entrada clássica é o homem de área, que faz o trabalho de apoio no convés e é a base da carreira na perfuração.

Quem já tem experiência em terra, em perfuração ou produção onshore, pode ajustar o currículo e mirar em plataformista ou auxiliar de plataforma. Essa vivência conta muito.

Empresas para acompanhar: Transocean, Constellation, Valaris, Noble (que incorporou a Diamond Offshore), Ventura e Etesco.

Um destaque é a Constellation. Além de contratar homem de área, ela já abriu programas de trainee de manutenção para técnicos de subsea, eletroeletrônica e mecânica.

2. Empresas de produção (FPSO)

As empresas que operam FPSOs, as plataformas que produzem, armazenam e transferem o petróleo, são uma das maiores portas de entrada do setor. As funções iniciais mais comuns são homem de área, auxiliar de plataforma e trainee de produção.

Empresas para acompanhar: Modec, SBM Offshore, Ocyan, Brava Energia (que nasceu da fusão entre 3R e Enauta), PRIO, Altera, Trident, Perenco e ECN.

A PRIO e a Altera ficaram conhecidas pelos programas de trainee de operação e manutenção, que colocaram muita gente sem nenhuma vivência offshore dentro de uma plataforma. Quando esses programas abrem, a disputa é grande, então vale acompanhar as empresas antes de a vaga sair.

3. Empresas de prestação de serviço

É a frente mais ampla do mercado. São as empresas que dão suporte técnico à perfuração e à produção, e aqui boa parte das vagas pede formação técnica (mecânica, elétrica, automação, instrumentação) e inglês intermediário ou avançado.

Serviços técnicos e manutenção

SLB, NOV, Halliburton, Weatherford, MI Electric, Idea Petroleum (forte em manutenção hidráulica), OneSubsea e TechnipFMC.

Operação de ROV

Fugro, Oceaneering, C-Innovation, DOF e Oceânica. Normalmente pedem formação técnica e inglês, e várias delas têm programa de piloto de ROV trainee. Eu já fiz lives específicas sobre esses processos seletivos.

Caldeiraria, solda e acesso por cordas

TechOcean, Gran IHC e Qualitec contratam mecânicos, soldadores, caldeireiros, pintores e inspetores. Para quem tem ofício e quer embarcar, é um caminho direto.

Hotelaria offshore

Para quem tem ensino médio, a hotelaria embarcada é uma porta real: camareiro, taifeiro, cozinheiro, padeiro. A Marfood é uma das empresas mais conhecidas da área.

4. Empresas de construção submarina

Talvez a maior porta de entrada do setor, porque contrata do ensino médio à engenharia. São as empresas que instalam dutos, equipamentos e estruturas no fundo do mar, quase sempre a partir dos navios PLSV.

Empresas para acompanhar: Subsea 7, TechnipFMC, Saipem, McDermott, Sapura e Wood.

5 passos para chegar pronto ao primeiro embarque

  1. Tire os cursos obrigatórios. Termine a sua formação e faça o CBSP e o T-HUET OPITO. Sem eles, o currículo não passa da triagem. Expliquei tudo sobre os dois neste artigo: CBSP e T-HUET para trabalhar embarcado.
  2. Estude inglês. Intermediário já multiplica as suas chances, principalmente em prestação de serviço, subsea e ROV.
  3. Ganhe prática em terra. Enquanto o embarque não vem, qualquer experiência industrial ou de manutenção conta a seu favor na entrevista.
  4. Faça networking de verdade. Vá a feiras, converse com quem já trabalha nas empresas que você quer e entenda o dia a dia e os equipamentos. Isso te dá repertório para a entrevista.
  5. Alinhe currículo e LinkedIn com a vaga. Um currículo para cada função, com os cursos, a validade e as palavras que a vaga usa.

Se você quer esse caminho na ordem certa, do curso ao dia da entrevista, eu organizei tudo no Guia 7 Passos. É o que eu gostaria de ter tido quando comecei.

O mercado está aberto para quem se prepara

O offshore brasileiro está aquecido, com plataformas novas entrando em operação e empresas contratando todo mês. A vaga do primeiro embarque aparece para quem já está pronto quando ela abre.

Escolha a sua frente, faça os cursos, estude inglês e acompanhe as empresas certas. E fique de olho na nossa página de vagas: tem uma seção só para quem está começando, atualizada todo dia.

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